quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Filme português - CALL GIRL



O filme «Call girl», de António-Pedro Vasconcelos, estreia hoje em quarenta salas de cinema, mostrando uma intriga policial que envolve uma mulher fatal e um autarca escrupuloso que se deixa corromper.

Soraia Chaves veste a pele de mulher fatal e no papel do autarca corrompido está Nicolau Breyner, aos quais se juntam dois inspectores de polícia, os actores Ivo Canelas e José Raposo, e aquele que alicia à corrupção, interpretado por Joaquim de Almeida.
«Call girl» podia ser uma variação moderna de Anjo Azul, de Josef von Sternberg, disse o realizador à agência Lusa, acompanhando «o percurso da decadência, da perdição», do autarca alentejano até ao momento em que aceita dinheiro em troca de um favor.
«Neste caso a personagem é corrompida, no outro [Anjo azul] perde toda a dignidade e reputação», compara António- Pedro Vasconcelos, até porque é um tema «recorrente na literatura e na ficção ocidental».
«Call girl», cujo argumento o realizador escreveu ao longo de dois anos em parceria com Tiago Santos, é uma história sobre o poder do dinheiro e da sedução, sobre a corrupção no meio político e a prostituição de luxo.
A fotografia é de José António Loureiro, a produção de Tino Navarro e do elenco fazem ainda parte Virgílio Castelo, Custódia Gallego, Sofia Grilo ou José Eduardo.
«Call Girl» é uma co-produção luso- brasileira da MGN Filmes e da Lagoa Cultural, e conta ainda com a participação financeira dos institutos do cinema de Portugal e do Brasil e da estação de televisão TVI.
«Call Girl» é o sétimo filme de António- Pedro Vasconcelos, 68 anos, e o último de produção nacional a estrear este ano nas salas de cinema.

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